Informação sobre hérnia, causas, sintomas e tratamento da hérnia do disco lombar, inguinal, perineal, epigástica, obturadora umbilical e outras,, identificando o seu diagnóstico, com dicas que permitam a cada pessoa promover a sua prevenção.


domingo, 2 de setembro de 2012

Hérnia Umbilical Adquirida no Adulto

Nos adultos, as hérnias umbilicais adquiridas ocupam o terceiro lugar em freqência, suplantando a freqüência das hérnias crurais.
Nunca pode ser desvalorizada a importância da fragilidade dos tecidos no local por distúrbios relacionados à época do fechamento da cicatriz umbilical, mas o mais importante são os fatores desencadeantes, os quais são a obesidade, gestações múltiplas, cirurgias abdominais, ascite e massas abdominais. Quando em homens, geralmente associa-se a outras anormalidades decorrentes da fraqueza dos tecidos, tais como diástase dos retos abdominais e outras hérnias.
As hérnias nos adultos obesos podem passar completamente desapercebidas e/ou muito difíceis de  serem confirmadas. É muito comum os pacientes se apresentarem com hérnias irredutíveis apenas por aderência do epíplon. Ao exame digital, palpa-se facilmente o anel umbilical, de dimensões variáveis, mas sempre de limites bastante resistente.
Aquelas hérnias em que o conteúdo são alças intestinais e o conteúdo é redutível, o diagnóstico é bastante simples, mas quando o conteúdo é epíplon irredutível, o diagnóstico fica bem mais difícil. No diagnóstico diferencial, há de se ter cuidado com os lipomas, e quando trata-se de hérnias encarceradas, o diagnóstico diferencial de processos supurativos de parede não deve ser baseado na hipertermia e outras alterações ao nível de pele, pois estas podem estar presentes em ambos os casos.
Às vezes, as hérnias umbilicais se apresentam em proporções gigantescas, principalmente em mulheres com grandes abdomes em avental. A redução destas hérnias, apesar do grande anel herniário (até 15 cm), pode ser impossível visto que a cavidade abdominal não mais comporta todo o conteúdo. Se reduzido, as chances do paciente vir a apresentar complicações respiratória s são bastante grandes. As hérnias umbilicais associadas com esses abdomes em avental devem ser corrigidas juntamente com uma plástica abdominal (dermolipe-ctomia), pois a gordura abdominal favorece o aparecimento de recidivas dessas hérnias, além do fato de o abdome em avental causar uma tensão sobre as suturas.
As complicações tais como encarceramento são relativamente incomuns por causa dos grandes anéis herniários, porém, pode haver estrangulamento de porções do conteúdo herniário em decorrência de torções ou pinçamentos das alças nos trabiques e lojas intra-saculares. Nestes casos, o quadro clínico e as condutas são totalmente diferentes das condutas eletivas, pois compreende um quadro de abdome agudo.
Outras complicações são rotina, e entre estas citam-se lesões de pele tais como eczemas, ulcerações e linfangite. Muitos pacientes apresentam tumorações no abdome que parecem um nariz de leão marinho.
O tratamento eletivo (sempre cirúrgico) para as hérnias umbilicais compreende basicamente três passos. Incisão, tratamento do saco herniário e reforço da parede.
A incisão dependerá do tamanho e do tipo de hérnia, mas sempre prefere-se as técnicas que preservam o umbigo (quando possível). A incisão pode ser côncavas para cima cerca de 1 cm abaixo do umbigo (para as pequenas), ou em forma de elipse (para as maiores). Descola-se todo o subcutâneo da região a fim de se isolar o saco herniário, o qual é tratado de forma padrão.

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