Informação sobre hérnia, causas, sintomas e tratamento da hérnia do disco lombar, inguinal, perineal, epigástica, obturadora umbilical e outras,, identificando o seu diagnóstico, com dicas que permitam a cada pessoa promover a sua prevenção.


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Tratamento da Hérnia inguinal

O tratamento é sempre cirúrgico, independente da idade, visto que os métodos paliativos, tais como fundas e faixas, são inúteis e até prejudiciais.
É muito comum crianças pequenas (1 a 2 meses) se apresentarem com herniação inguinal em decorrência da permanência do conduto do peritônio vaginal (hérnias inguinais indiretas), e por causa disso há controvérsias sobre a indicação cirúrgica destas crianças antes do dois anos.
Independente da chance de oclusão espontâneo do conduto peritônio-vaginal, muitos serviços preferem operar essas crianças em qualquer idade, desde que exista condições cirúrgicas.
Aquelas crianças em que não se tem a condição de se operar (por razões outras, como a desnutrição), faz-se o tratamento de contenção com faixa até a cirurgia.
Nos casos das hérnias inguinais gigantes, deve ser inicialmente realizado o pneumo-peritônio progressivo (técnica de Gõni-Moreno) para aumentar a capacidade da cavidade abdominal.

Tratamento Cirúrgico
A correção das hérnias inguinais exige a dissecção cuidadosa e delicada dos elementos anatômicos, para a sua devida identificação. Aponeurose do músculo oblíquo  externo, anel inguinal externo, ligamento inguinal, funículo espermático e seu conteúdo, borda inferior do músculo oblíquo interno, anel inguinal interno (limitado pelos vasos epigástricos), fáscia transversal e ligamento pectíneo (de Cooper) devem ser postos à mostra, alguns deles para o eventual aproveitamento no decurso da operação.
Assim, o tratamento das hérnias inguinais tem muito de cirurgia plástica, por ser uma operação reparadora e reconstrutiva, buscando corrigir defeitos às custas de artifícios técnicos ou enxertos.

Hérnia inguinal

Entre as hérnias de uma forma geral, as hérnias inguinais ocupam folgadamente o primeiro lugar por ordem de frequência.
As hérnias inguinais são muito mais frequentes nos homens que nas mulheres (9:1).
B- Idade:- No primeiro ano de vida quase todas as hérnias são indiretas, mas de uma forma geral, a época de maior incidência de hérnias é bem distribuída durante a vida.
As hérnias indiretas são mais frequentes que as hérnias diretas, sendo as hérnias diretas nas mulheres um achado raríssimo.
Alguns pontos da embriologia dos órgãos genitais internos e da região inguinal estão relacionados com a etiologia das hérnias inguinais. A inserção alta dos músculos oblíquo interno e transverso (tendão conjunto) é uma das causas de fraqueza dessa região, dando condições para o estabelecimento de hérnias inguinais  diretas. Por outro lado, o defeito no processo embriológico dos órgãos genitais internos constitui a causa mais importante das hérnias inguinais indiretas.
A falta de obliteração do processo vaginal, formando divertículos peritoneais, ou mesmo resultando em persistência do conduto peritônio-vaginal, pode dar origem a hérnias indiretas, cistos do cordão espermático e hidrocele.
As hérnias  inguinais podem ser oblíquas internas, oblíquas externas, diretas e mistas. Na prática médica, esta classificação pode ser resumida em diretas, indiretas e mistas.

Tratamento da Hérnia obturadora

O prognóstico deste tipo de hérnias tende a ser bastante sombrio devido a alta incidência de estrangulamento, inabilidade operatória e quadro clínico obscuro. Por causa disso, todas as hérnias obturadoras devem ser tratadas cirurgicamente logo após o diagnóstico, pois a incidência de complicações e taxa de mortalidade são bastante altas.
O tratamento cirúrgico pode ser feito por via abdominal, crural e combinada. Como nos casos de hérnias perineais, a abordagem abdominal e a combinada são as melhores.
A via de abordagem abdominal deve ser a escolha de rotina. É obrigatória quando existir estrangulamento e houver necessidade de ressecção de segmentos intestinais necrosados. Por esta via há menor possibilidade de lesão acidental de vasos obturadores e, além disso, proporciona uma exposição mais ampla do anel obturador.
Emprega-se incisão mediana infra-umbilical. O forame obturador, se não contiver vísceras herniadas, pode ser facilmente visualizado e tocado; se contiver, a sua localização exige atenção e deve ser feita seguindo o trajeto das alças na região. Se uma tração delicada não for suficiente para reduzir as alças herniadas, procede-se à uma cuidadosa incisão na região ínfero-medial do forame (menor chance de lesão vásculo-nervosa).
Inverte-se o saco herniário pinçando-se a sua extremidade e faz-se a ligadura do saco na sua base, seccionando-se o excesso. O coto restante é suturado ao redor das margens da abertura obturadora, obstruindo-se assim o defeito que deu origem a hérnia. Há referências de só esse reforço seria insuficiente para se evitar a recidiva, logo deveria -se lançar mão do uso rotineiros de telas de Marlex®, dura-máter ou aponeuroses musculares.
A via combinada é indicada quando existe forte suspeita de gangrena e há dificuldade e riscos da sua redução, mesmo com a abertura do forame obturador. Deve ser também empregado nos casos de hérnias muito grandes.

Hérnia obturadora

Hérnia obturadora é um tipo de hérnia extremamente rara apesar de ser a mais frequente das hérnias pélvicas, onde há a protrusão de conteúdo intra-abdominal na raiz da coxa, através do buraco obturado.
É 6 vezes mais comum em mulheres, e incidem mais na 5ª  ou 6ª  décadas.
Dentro das causas destacam-se os seguintes fatores predisponentes, gestações, inclinação da pelve feminina, maior diâmetro do buraco obturador nas mulheres, idade, emagrecimento pronunciado.
As hérnias obturadoras tendem a ser pequenas e contém uma alça intestinal ou epíplon; sendo que em alguns casos pode haver herniação do cólon e da bexiga (como hérnias de deslizamento).
A sintomatologia, quando há, pode ser gastrointestinal ou relacionada à compressão do nervo obturador. Entre os sintomas gastrointestinais estão constipação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais e outras, até que se instale o quadro de obstrução intestinal com todo o seu quadro característico. Quando a hérnia torna-se estrangulada surge dor crural, a qual aumenta diante da abdução e rotação da coxa para dentro.
A compressão do nervo obturador, que ocorre em 50% dos casos, gera o típico sinal de HowshipRomberg, que se manifesta por sensação dolorosa ou mesmo dor intensa no trajeto do nervo obturador, isto é, na face interna da coxa e ao redor do joelho. Essa dor faz com que o paciente mantenha a perna em semiflexão e abdução.
Por geralmente ser pequena, o diagnóstico é muito difícil, principalmente na ausência de complicações. Pode-se encontrar uma tumoração ao nível do triângulo de Scarpa. Existem manobras especiais que permitem a detecção de uma massa dolorosa e o toque retal ou vagina pode permitir a palpação do orifício herniário. 
Os principais diagnóstico diferenciais são a hérnias crural, adenite inguinal, psoíte, flebite e outras.

Hérnia epigástrica

Hérnias epigástricas são hérnias que ocorrem na região epigástrica, nas proximidades da linha xifo-umbilical.
A linha alba é mais larga acima do umbigo devido a divergência dos músculos retos abdominais e nesta área, não  exclusivamente, encontra-se perfurações para que ramos de nervos e vasos brotem para alcançar a pele.
Alguns deste orifícios, quando maiores, podem dar passagem à gordura extra-peritoneal, e assim a hérnia epigástrica.
As hérnias epigástricas são pouco frequentes, e existe ainda um grande número de casos não diagnosticados porque muitos paciente não procuram o médico pelo fato da hérnia ser pequena e assintomática. Quanto a faixa etária, só pode ser dito que são raras em crianças.
A maioria dos pacientes são totalmente assintomáticos e a hérnia  é um achado cirúrgico ocasional. Por outro lado, os pacientes que experimentam alguma sintomatologia manifestam quadro típico de obstrução intestinal.
O quadro de obstrução intestinal pode ser parcial ou total, e a sintomatologia predominante são náuseas, vômitos e dor abdominal difusa.
O diagnóstico clínico etiológico é praticamente impossível, visto a raridade destas afecções. O diagnóstico sindrômico de obstrução intestinal só terá a sua etiologia esclarecida na mesa de operação. O raio X simples ou contrastado de abdome mostrará no máximo a obstrução intestinal total ou parcial.

Tratamento cirúrgico na hérnia de disco lombar

O Tratamento cirúrgico na hérnia de disco lombar é aplicada em pacientes com hérnia de disco confirmada por imagem e ciática com sintomas persistindo por mais de 3 a 6 semanas, sendo a cirurgia superior ao tratamento não operatório com relação ao alívio dos sintomas e à melhora funcional.
A melhora clínica e funcional dos pacientes operados não resulta em  maior número de retorno desses pacientes ao trabalho, quando comparados ao grupo não operado.
Pacientes operados apresentam alívio mais rápido da dor radicular, no entanto, no decorrer de um ano de seguimento, os resultados clínicos e funcionais dos pacientes operados e não operados são semelhantes.
O índice de reoperação é de 6% com um ano de seguimento, 8% com 2 anos, 9% com 3 anos, e 10% com 4 anos. Aproximadamente 50% dessas operações são decorrentes da recidiva da hérnia discal lombar no mesmo nível operado.
Quando a dor ciática é provocada com o paciente sentado, existe benefício maior da cirurgia na comparação com o tratamento conservador. Naqueles em que a dor ciática não é provocada com o paciente sentado, o benefício da cirurgia em relação ao tratamento conservador não é notado.
A recuperação mais rápida dos pacientes operados até 6 semanas é vantagem econômica para a sociedade civil, quando comparada a dos pacientes em tratamento conservador prolongado. Deve-se ressaltar, entretanto, que o melhor tempo para a cirurgia ainda não está cientificamente bem definido.

Tratamento da Hérnia perineal

O tratamento por contenção mecânica não tem bons resultados e deve ser usado somente quando a vítimas não puder ser operada. O tratamento cirúrgico pode ser feito pela via abdominal, pela via perineal ou por uma combinação das duas.
A melhor abordagem é feita por via abdominal ou por via combinada. A incisão é  mediana infraumbilical e dependendo do tamanho há a necessidade de fazer um reforço com o próprio saco herniário vazio e dobrado sobre si mesmo, ou com telas de Marlex® ou dura-máter. A cirurgia usada no HCRP é abdôminoperineal com fechamento fascial. Saiba o que é Hérnia perineal e quais os seus sintomas e diagnóstico.

Sintomas e Diagnóstico Hérnia perineal

As hérnias que acometem o assoalho pélvico posterior são também chamadas de hérnias perianais.
As queixas mais comuns não são a dor propriamento dita, mas sim uma sensação de peso e queimação, associados ao abaulamento na região. A disúria é um sintoma muito comum quando a hé é um sintoma muito  comum quando a hérnia contém a  bexiga. As hérnias perineais posteriores podem ser mais dolorosas, principalmente ao sentar. Pelo seu grande tamanho e pelo local, as chances de complicações não são insignificantes, assim, diante do diagnóstico, essas hérnias devem ser tratadas imediatamente.
Todas as hérnias perineais possuem saco herniário, sendo o conteúdo a bexiga ou uma alça intestinal.
O diagnóstico diferencial é bastante importante, principalmente pela raridade deste tipo de hérnia e o seu grupo de incidência. No diagnóstico diferencial devem entrar abscessos, cistos, hematomas, lipomas, fibromas, prolapso de vagina, hérnias inguinal, e deve-se ter uma atenção toda especial para as hérnias isquiáticas e obturadoas. Saiba o que é Hérnia perineal e qual o seu tratamento.

Hérnia perineal

Hérnia perineal é a protrusão do conteúdo intra-abdominal no períneo, através do assoalho pélvico.
Estas hérnias podem ser genericamente divididas em um grupo anterior e um grupo posterior. Existem diversos tipos de hérnias dentro de cada um destes dois grupo, mas não nos aprofundaremos com estas diferenciações.
A abertura inferior da bacia é limitada anteriormente pelos ossos púbicos e isquiático, posteriormente pelos ligamentos sacro-isquiáticos e extremidade do cóccix e lateralmente pelas tuberosidades isquiáticas.
Essa abertura é fechada por um diafragma muscular formado pelos músculos elevadores do ânus e coccigianos. O reto, a uretra e a vagina passam através desse diafragma.
De cada lado, entre a margem póstero-lateral do elevador do ânus e a borda inferior do músculo coccígeo, há um ponto fraco por onde se exterioriza a maior parte das hérnias perineais posteriores. Essas hérnias podem emergir também através dos músculos elevadores do ânus, no interstício entre as partes ileococcigiana e pubococcigiana dese músculo.
As hérnias perineais anteriores atravessam o diafragma urogenital anteriormente aos músculos transversais do períneo. Esse tipo de hérnias ocorre principalmente na mulher, duvidando-se da sua possibilidade de existência no homem.
Dentro da etiopatogenia, os defeitos congênitos de fechamento das estruturas compreendem um fator predisponente de suma importância. Outros fatores também importantes são as infecções da região, múltiplos partos normais, e etc. (daí a maior freqüência deste tipo de hérnias nas mulheres). Outro fator predisponente muito importante é a idade avançada e a inatividade física por inúmeras razões.
O assoalho pélvico, em pacientes idosos ou acamados, pode permitir a formação de hérnias devido ao repouso prolongado, o que levaria à  hipotrofia muscular, propiciando espaços para o aparecimento das hérnias (caso haja o fator desencadeante).
As hérnias do assoalho pélvico são raras, e geralmente ocorrem em pessoas idosas após fratura do fêmur. Quando acontecem no assoalho pélvico anterior das mulheres geram as chamada hérnias labiais posteriores, para diferenciar das hérnias labiais anteriores, as quais são hérnias inguinais.
Como ocorrem nos grandes lábios, devem ser diferenciadas de cistos de Bartholin, outros tipo de hérnias, cistos, lipomas, fibromas, hematomas e outros. Conheça os sintomas e diagnóstico da hérnia perineal e qual o seu tratamento.

Hérnia lombar

A hérnia lombar podem ser congênita ou adquirida. A congênita é geralmente bilateral; e as adquiridas podem ser espontâneas ou traumáticas.
São hérnias que surgem mais freqüentemente em decorrência de politraumatismos (basicamente no trígono de Petit) ou cirurgias na região lombar (neste caso o termo eventração é melhor). As características das hérnias lombares são:
  • massa lombar que pode evoluir muito antes de gerar sintomatologia, a qual tende a ser sempre discreta.
  • quase que invariavelmente é redutível.
  • só 10% dos casos evolui com complicações (encarceramento/estrangulamento).
  • o saco herniário geralmente não coincide com o local do colo herniário.
Deve-se fazer diagnóstico diferencial com hematomas, tumores de tecidos moles, abscessos e músculos herniados na região dorsal.
A herniação pode ser verdadeira, quando o saco herniário compreende o peritônio e o conteúdo são alças intestinais; ou pode ser uma hérnia falsa, quando o conteúdo herniário é composto por tecidos etroperitoneais (gordura da peri-renal).
O tratamento de pequenas hérnias e assintomáticas pode ser dispensável, e o uso de faixas de contenção é dispensável e inútil. Nos casos de hérnias maiores e assintomáticas, desde que não haja contraindicações para cirurgia, o tratamento é cirúrgico através da ressecção do saco herniário (se houver) e reforço da parede lombar. Os casos maiores pode exigir a colocação de aponeuroses do grande dorsal ou de telas de dura-máter.

domingo, 2 de setembro de 2012

Tratamento da hérnia de disco cervical

O tratamento da hérnia discal cervical, na ausência de compressão medular, é clínico, sendo indicada a intervenção cirúrgica para pacientes que falharam ao tratamento clínico adequado por 2 a 3 meses ou que apresentam dor refratária e/ou disfunção neurológica progressiva. Indica-se discectomia anterior em hérnias centrais e ambas as opções (abordagem anterior e posterior) são válidas nas hérnias laterais.

Tratamento da hérnia de disco lombar

O tratamento primário da hérnia de disco lombar é conservador. A maioria dos pacientes tem seus sintomas aliviados com o tratamento conservador. Para aqueles que não obtêm alívio dos sintomas no período de 3 a 6 semanas, a melhora dos sintomas é mais rápida no tratamento cirúrgico que no convencional. Os casos que se manifestam por síndrome da causa equina, déficit neurológico intenso ou progressivo e os casos hiperálgicos, sem controle com tratamento conservador, devem ser considerados para a cirurgia.

Tratamento da hérnia de disco

De modo geral, o tratamento da hérnia de disco (com algumas exceções) é dito conservador (isto é, sem cirurgia), baseando-se no uso de medicações analgésicas, anti-inflamatórias e relaxantes musculares.
Medicações analgésicas servem para aliviar a dor. Medicações anti-inflamatórias, como o próprio nome diz, reduzem a inflamação que ocorre com a hérnia de disco, diminuindo assim a dor e auxiliando na recuperação. Relaxantes musculares reduzem a contração do músculo, deixando-o mais solto e assim diminuindo a dor.
Terá de consultar o seu médico para saber se sua hérnia precisa ser operada ou não.

Sintomas de hérnia de disco

A hérnia de disco na região lombar pode causar uma dor contínua na parte baixa da coluna, que piora com a movimentação e pode piorar quando a pessoa se senta ou se levanta de uma cadeira. Normalmente existe alívio da dor na posição deitada. Também pode ocorrer irradiação da dor para uma ou para as duas pernas. Associadamente pode haver sensação de formigamento, dormência e fraqueza na perna.
Frequentemente ocorrem períodos de piora da dor (crise de dor), quando a dor se torna lancinante, como se fosse uma fisgada de anzol na pele e mesmo pequenos movimentos causam muita dor, obrigando o paciente a ficar deitado e faltar ao trabalho.
Cada tipo de hérnia e dependendo de que nível da coluna em que ocorre a hérnia, podem existir sintomas mais específicos, por exemplo, dor nas nádegas, irradiação da dor para a planta do pé, tornozelo e dedão do pé. Consulte seu médico!

Causas da hérnia de disco

Existem múltiplos fatores que podem motivar uma hérnia de disco, destacando-se como mais importantes, os fatores genéticos (isto é, você já nasce  com a predisposição para ter hérnia de disco), trabalho físico pesado, postura de trabalho estática, inclinar e girar o tronco frequentemente, levantar objetos pesados do chão, empurrar e puxar pesos, trabalho repetitivo, exposição a vibrações (como dirigir um veículo pesado por muitas por muitos anos).

Hérnia de disco lombar

Estudos epidemiológicos demostraram que 80% das pessoas apresentarão alguma queixa relacionada à coluna lombar em algum momento da vida. A história natural é a resolução da sintomatologia na grande maioria dos pacientes. Cerca de 2% destes indivíduos evoluem com ciatalgia, em razão de transtorno degenerativo do disco intervertebral. Caracteristicamente, este processo ocorre no homem ou na mulher - sem diferenças entre sexos - em torno de 35 anos de idade. A base anatomopatológica da degeneração do disco intervertebral envolve a diminuição da porcentagem de água, proteoglicanos, e da resistência do ânulo fibroso e do núcleo pulposo. O rompimento do ânulo fibroso leva à formação da hérnia lombar, que pode ser contida, não contida, extrusa subligamentar ou transligamentar e sequestrada. O processo inflamatório e o fragmento do disco intervertebral adjacente à raiz nervosa lombar resultam em lombociatalgia, que piora ao sentar ou após tosse, distribuída pelo dermátomo correspondente ao nervo espinal, sinal de Laseguè presente, ou após a elevação da perna estendida, e, em alguns casos, com paresia ou plegia do músculo correspondente ao nervo espinal do nível neurológico comprometido.

Hérnia de disco

A hérnia de disco é um processo em que ocorre a ruptura do anel fibroso, com subsequente deslocamento da massa central do disco nos espaços intervertebrais. É considerada uma patologia extremamente comum, que causa séria inabilidade em seus portadores. Estima-se que 2 a 3 % da população sejam acometidos desse processo, cuja prevalência é de 4,8% em homens e 2,5% em mulheres, acima de 35 anos. São fatores de risco, causas ambientais, posturais, desequilíbrios musculares e possivelmente, a influência genética. A terapia conservadora tem sido a preferida como a primeira escolha de tratamento, cujos objetivos são o alívio da dor, o aumento da capacidade funcional e o retardamento da progressão da doença

Hérnia Umbilical Adquirida no Adulto

Nos adultos, as hérnias umbilicais adquiridas ocupam o terceiro lugar em freqência, suplantando a freqüência das hérnias crurais.
Nunca pode ser desvalorizada a importância da fragilidade dos tecidos no local por distúrbios relacionados à época do fechamento da cicatriz umbilical, mas o mais importante são os fatores desencadeantes, os quais são a obesidade, gestações múltiplas, cirurgias abdominais, ascite e massas abdominais. Quando em homens, geralmente associa-se a outras anormalidades decorrentes da fraqueza dos tecidos, tais como diástase dos retos abdominais e outras hérnias.
As hérnias nos adultos obesos podem passar completamente desapercebidas e/ou muito difíceis de  serem confirmadas. É muito comum os pacientes se apresentarem com hérnias irredutíveis apenas por aderência do epíplon. Ao exame digital, palpa-se facilmente o anel umbilical, de dimensões variáveis, mas sempre de limites bastante resistente.
Aquelas hérnias em que o conteúdo são alças intestinais e o conteúdo é redutível, o diagnóstico é bastante simples, mas quando o conteúdo é epíplon irredutível, o diagnóstico fica bem mais difícil. No diagnóstico diferencial, há de se ter cuidado com os lipomas, e quando trata-se de hérnias encarceradas, o diagnóstico diferencial de processos supurativos de parede não deve ser baseado na hipertermia e outras alterações ao nível de pele, pois estas podem estar presentes em ambos os casos.
Às vezes, as hérnias umbilicais se apresentam em proporções gigantescas, principalmente em mulheres com grandes abdomes em avental. A redução destas hérnias, apesar do grande anel herniário (até 15 cm), pode ser impossível visto que a cavidade abdominal não mais comporta todo o conteúdo. Se reduzido, as chances do paciente vir a apresentar complicações respiratória s são bastante grandes. As hérnias umbilicais associadas com esses abdomes em avental devem ser corrigidas juntamente com uma plástica abdominal (dermolipe-ctomia), pois a gordura abdominal favorece o aparecimento de recidivas dessas hérnias, além do fato de o abdome em avental causar uma tensão sobre as suturas.
As complicações tais como encarceramento são relativamente incomuns por causa dos grandes anéis herniários, porém, pode haver estrangulamento de porções do conteúdo herniário em decorrência de torções ou pinçamentos das alças nos trabiques e lojas intra-saculares. Nestes casos, o quadro clínico e as condutas são totalmente diferentes das condutas eletivas, pois compreende um quadro de abdome agudo.
Outras complicações são rotina, e entre estas citam-se lesões de pele tais como eczemas, ulcerações e linfangite. Muitos pacientes apresentam tumorações no abdome que parecem um nariz de leão marinho.
O tratamento eletivo (sempre cirúrgico) para as hérnias umbilicais compreende basicamente três passos. Incisão, tratamento do saco herniário e reforço da parede.
A incisão dependerá do tamanho e do tipo de hérnia, mas sempre prefere-se as técnicas que preservam o umbigo (quando possível). A incisão pode ser côncavas para cima cerca de 1 cm abaixo do umbigo (para as pequenas), ou em forma de elipse (para as maiores). Descola-se todo o subcutâneo da região a fim de se isolar o saco herniário, o qual é tratado de forma padrão.

Hérnia Umbilical Adquirida na Criança

O fechamento habitual e completo do anel umbilical costuma-se se dar entre o 2° e o 4° mês de vida em condições normais, logo, na criança, a hérnia umbilical se evidencia geralmente até o 4° mês de vida, e é mais frequente no sexo masculino. Observa-se ainda um predomínio em crianças desnutridas, e ainda nas portadoras de tosse crônica.
A etiopatogenia relaciona-se à oclusão incompleta ou retardo de fechamento da cicatriz umbilical, ou ainda à fragilidade dos tecidos. Quando essa obliteração total não ocorre, e diante dos aumento da pressão intra-abdominal, dá-se o aparecimento da hérnia, sendo que o saco herniário se exterioriza (abaulamento da pele) pela cicatriz umbilical.
Geralmente não geram sintomas até que a criança comece a ter atividade física importante (correr, pular e etc.), sendo que quase sempre é redutível e dificilmente complica.
O tratamento é cirúrgico, porém acredita-se que a criança com orifício herniário menor que 2 cm (ou 1,5 cm) não deve ser operada até os 2 anos de idade, pois, até esta época, pode ocorrer a obliteração espontânea (se nutrição adequada). Neste intervalo deve ser feita a contenção da hérnia com esparadrapo e chumaço de gazes para tentar diminuí-la, facilitar o fechamento do orifício, além de evitar o seu aumento. Há   referências do uso de moedas e chumaços de algodão como uma maneira bastante simples para estes fins.
Orifícios maiores que 1,5 a 2 cm devem ser operados  “imediatamente”, visto que se não operada, a hérnia tende a se tornar cada vez maior e há um aumento nos riscos de complicações.

Sintomas da hérnia

O clássico é o paciente chegar contando uma história de uma dor localizada no local onde ocorre a hérnia, em queimação, e acompanhada de abaulamento da pele sobrejacente, o qual aumenta progressivamente com o tempo e, agudamente, com o exercício físico. A história relatada pelos pacientes, quase que de forma invariável, é de que diante de um esforço físico sentiram uma dor tipo “fisgada” na região em questão, com posterior aparecimento de um abaulamento na pele e uma sensação de “queimor”.
Aqui vale uma adendo particular para os casos de hérnias incisionais nas quais a história pode ser diferente.

Hérnia

Hérnia, de uma forma bastante genérica, compreende a saída de uma estrutura ou órgão através de um ponto da cavidade ou estrutura que o contém. Pode ser congênita, adquirida ou ainda traumática. Dentro deste conceito amplo temos a considerar não só as hérnias abdominais, como também as hérnias de disco, as meningoceles e outras.

Fatores Desencadeantes:
  1. obesidade
  2. tosse ou espirros crônicos
  3. constipação intestinal
  4. ascite
  5. esforço ou exercício físico
  6. tumores abdominais de grande volume
  7. prostatismo (esforço miccional)
  8. gravidez
  9. traumas
  10. etc.
Fatores Predisponentes:
  1. pontos fracos (perfurações de vasos e nervos)
  2. orifícios existentes (anel crural e inguinal, orifício esofagiano, linha média, cicatriz umbilical e etc.).

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