Informação sobre hérnia, causas, sintomas e tratamento da hérnia do disco lombar, inguinal, perineal, epigástica, obturadora umbilical e outras,, identificando o seu diagnóstico, com dicas que permitam a cada pessoa promover a sua prevenção.


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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Tipos e causas da hérnia inguinal

Os dois tipos de hérnia inguinal têm diferentes causas. 

Hérnia inguinal indireta
Hérnia inguinal indireta é uma hérnia congênita, sendo muito mais comum em homens do que mulheres. Num feto do sexo masculino, o cordão espermático e ambos os testículos partem de uma localização intra-abdominal e normalmente descem pelo canal inguinal para o escroto, o saco que contém os testículos. Por vezes a entrada do canal inguinal (anel inguinal) não fecha como deveria, apenas após o nascimento, deixando uma fraqueza da parede abdominal. Gordura ou parte do intestino delgado desliza através da fraqueza no canal inguinal, causando uma hérnia. Nas mulheres, uma hérnia inguinal indireta é causada pelo deslize dos órgãos femininos ou do intestino delgado, pela virilha através de uma fraqueza na parede abdominal. 
Hérnias indiretas são o tipo mais comum de hérnia inguinal. Bebés prematuros estão especialmente em risco de contrair hérnias inguinais indiretas, porque existe menos tempo para que o canal inguinal possa fechar. 

Hérnia inguinal direta
Hérnia inguinal direta é causada por degeneração do tecido conjuntivo dos músculos abdominais, o que provoca um enfraquecimento dos músculos durante a idade adulta. Hérnias inguinais diretas ocorrem apenas nos homens. A hérnia envolve deslize de gordura ou do intestino delgado através dos músculos fracos na virilha. A hérnia direta desenvolve-se gradualmente por causa do estresse contínuo sobre os músculos. Um ou mais dos seguintes fatores podem fazer com que a pressão sobre os músculos abdominais possa piorar a hérnia:
• torções súbitas, tração ou tensão musculares;
• levantar objetos pesados;
• esforço provocado por causa da prisão de ventre;
• ganho de peso;
• tosse crônica.

Hérnias inguinais indiretas e diretas geralmente deslizam para trás e para a frente de forma espontânea, através do canal inguinal, e muitas vezes podem ser movidas de volta para o abdômen com massagem suave.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O que esperar durante a cirurgia a hérnia

Após a admissão no centro hospitalar, você será levado para a sala de procedimento e preparado para a cirurgia. Um anestesista pode vê-lo durante algum tempo e discutir o anestésico que será administrado para alívio da dor após o procedimento. 
Um pequeno tubo de plástico chamado cânula será colocado numa veia em sua mão ou braço. Se estiver a ter uma anestesia geral, a cânula é utilizada para administrar a sedação intravenosa, que é a primeira fase do anestésico. 
Você não se vai lembrar de nada desde então, até que você acorde na sala de recuperação. 
O procedimento cirúrgico utilizado para reparação de hérnias irá depender do tipo e da localização da hérnia. O tratamento aberto é utilizado numa variedade de condições médicas e envolve a abertura do abdómen, necessitando de pontos para fechar e reforçar a secção enfraquecida do músculo. 
Reparação laparoscópica é mais frequentemente usada em procedimentos de tratamento de hérnia. Três pequenos cortes são feitos na parede do abdômen. Um instrumento delgado denominado laparoscópio é inserido e a hérnia reparada a partir do interior. Um pedaço de malha flexível é pregado no lugar para cobrir os pontos fracos. As pequenas incisões são então fechadas com pontos de dissolução. 
Laparoscopia elimina a necessidade de grandes incisões abdominais, traz menos risco de danos a outros órgãos do estômago, é menos doloroso e tem menor tempo de recuperação do que a reparação aberta. 

O que acontece após a cirurgia de correção de hérnia
Após a cirurgia de correção de hérnia você será acompanhado de perto na área de recuperação e, em seguida, levado para a área de enfermaria para descansar até que esteja bom o suficiente para ir para casa. Na maioria dos casos, as pessoas são capazes de ir para casa no mesmo dia. 
Você deve pedir a um amigo ou parente para o acompanhar quando tiver alta hospitalar, para o levar para casa. 
O cirurgião deverá dar-lhe instruções específicas sobre o seu tratamento em curso, e sobre quaisquer efeitos secundários que possam ocorrer uma vez em casa, assim como identificar todos os sintomas para os quais deve procurar mais assistência.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Esclareça duvidas sobre a hérnia

Se você tiver uma hérnia deve discutir com o seu médico algumas situações como:
• discuta as opções de tratamento para a sua condição e se uma cirurgia será recomendada para resolver a hérnia;
• pergunte pelos resultados possíveis para cada uma das opções de tratamento que foram discutidas;
• saiba qual é a probabilidade de cada um desses resultados ocorrer;
• questione porque seu médico recomendou um determinado especialista no seu caso;
• questione a experiência que o especialista tem, por exemplo, o número de procedimentos realizados e os resultados obtidos em pacientes com hérnia, incluindo as taxas de complicações;
• pergunte por riscos e resultados associados com os procedimento de tratamento possíveis;
• pergunte quando qualquer resultado de patologia for conhecido;
• pergunte quanto tempo necessitará para a sua recuperação;
• questione quais os cuidados que deve ter em casa;
• pergunte sobre possível novo tratamento.
Idealmente, você deve certificar-se de que você compreende plenamente o procedimento a que vai ser submetido. O seu especialista deve explicar em detalhe como se faz a cirurgia de correção de hérnia, e como você deve fazer a preparação. Seu médico pode fornecer-lhe material escrito para ler em casa.

A Cirurgia de reparação da hérnia é realizada em qualquer tipo de  hospital.
O tempo necessário para o processo irá variar de acordo com as circunstâncias individuais, mas normalmente demora uma a duas horas, com um par de horas para recuperação após o procedimento.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Hérnia inguinal e femoral

Uma hérnia é uma abertura ou fraqueza na parede abdominal, por meio da qual, os órgãos, tais como o intestino, podem ficar salientes. A fraqueza pode estar presente desde o nascimento ou pode desenvolver-se ao longo do tempo. Os fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento de uma hérnia incluem: 
• obesidade;
• gravidez;
• prisão de ventre;
• trabalho pesado.

Os sintomas de uma hérnia irá variar de acordo com a localização e gravidade, mas podem incluir: 
• protuberância visível ou área inchada:
• protuberância que desaparece quando deitado;
• protuberância que aumenta quando tosse, faz esforço ou fica de pé;
• sensação de peso ou desconforto no abdômen, especialmente quando se curva;
• dor, especialmente ao levantar ou carregar objetos pesados;
• distúrbios digestivos, como náuseas ou prisão de ventre.

A parede abdominal é composta por diferentes camadas. Algumas áreas são estruturalmente mais fracas do que outras e mais propensas a desenvolver hérnias. Tipos de hérnia incluem: 
• hérnia inguinal 
• hérnia femoral

Hérnia inguinal
Uma hérnia inguinal ocorre quando existe um aumento da pressão intra-abdominal, causando um rasgo (ruptura) na parede abdominal. 
 Existem dois tipos de hérnias inguinais: 
 - Direta, que vai direto através das camadas musculares da parede abdominal; 
- Indireta, que é aquela que passa pelo anel inguinal na virilha ao longo do canal inguinal. Hérnia inguinal é o tipo de ocorrência mais comum, sendo mais frequente em homens do que em mulheres e particularmente comum na meia-idade. Há também outros três tipos de hérnias abdominais, tais como hérnia umbilical, ventral e incisional, que são menos comuns.

Hérnia femoral
Uma hérnia femoral ocorre no canal femoral, na parte superior da coxa onde a perna se junta ao tronco. Intestinos forçam seu caminho através do músculo fraco do canal femoral até que se projetam. Apesar de a hérnia femoral não ser muito comum, existe um elevado risco de complicações se não for tratada. Hérnia femoral tende a ocorrer em pessoas mais velhas e é mais frequente em mulheres do que em homens.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Tratamento da Hérnia inguinal

O tratamento é sempre cirúrgico, independente da idade, visto que os métodos paliativos, tais como fundas e faixas, são inúteis e até prejudiciais.
É muito comum crianças pequenas (1 a 2 meses) se apresentarem com herniação inguinal em decorrência da permanência do conduto do peritônio vaginal (hérnias inguinais indiretas), e por causa disso há controvérsias sobre a indicação cirúrgica destas crianças antes do dois anos.
Independente da chance de oclusão espontâneo do conduto peritônio-vaginal, muitos serviços preferem operar essas crianças em qualquer idade, desde que exista condições cirúrgicas.
Aquelas crianças em que não se tem a condição de se operar (por razões outras, como a desnutrição), faz-se o tratamento de contenção com faixa até a cirurgia.
Nos casos das hérnias inguinais gigantes, deve ser inicialmente realizado o pneumo-peritônio progressivo (técnica de Gõni-Moreno) para aumentar a capacidade da cavidade abdominal.

Tratamento Cirúrgico
A correção das hérnias inguinais exige a dissecção cuidadosa e delicada dos elementos anatômicos, para a sua devida identificação. Aponeurose do músculo oblíquo  externo, anel inguinal externo, ligamento inguinal, funículo espermático e seu conteúdo, borda inferior do músculo oblíquo interno, anel inguinal interno (limitado pelos vasos epigástricos), fáscia transversal e ligamento pectíneo (de Cooper) devem ser postos à mostra, alguns deles para o eventual aproveitamento no decurso da operação.
Assim, o tratamento das hérnias inguinais tem muito de cirurgia plástica, por ser uma operação reparadora e reconstrutiva, buscando corrigir defeitos às custas de artifícios técnicos ou enxertos.

Hérnia inguinal

Entre as hérnias de uma forma geral, as hérnias inguinais ocupam folgadamente o primeiro lugar por ordem de frequência.
As hérnias inguinais são muito mais frequentes nos homens que nas mulheres (9:1).
B- Idade:- No primeiro ano de vida quase todas as hérnias são indiretas, mas de uma forma geral, a época de maior incidência de hérnias é bem distribuída durante a vida.
As hérnias indiretas são mais frequentes que as hérnias diretas, sendo as hérnias diretas nas mulheres um achado raríssimo.
Alguns pontos da embriologia dos órgãos genitais internos e da região inguinal estão relacionados com a etiologia das hérnias inguinais. A inserção alta dos músculos oblíquo interno e transverso (tendão conjunto) é uma das causas de fraqueza dessa região, dando condições para o estabelecimento de hérnias inguinais  diretas. Por outro lado, o defeito no processo embriológico dos órgãos genitais internos constitui a causa mais importante das hérnias inguinais indiretas.
A falta de obliteração do processo vaginal, formando divertículos peritoneais, ou mesmo resultando em persistência do conduto peritônio-vaginal, pode dar origem a hérnias indiretas, cistos do cordão espermático e hidrocele.
As hérnias  inguinais podem ser oblíquas internas, oblíquas externas, diretas e mistas. Na prática médica, esta classificação pode ser resumida em diretas, indiretas e mistas.

Tratamento da Hérnia obturadora

O prognóstico deste tipo de hérnias tende a ser bastante sombrio devido a alta incidência de estrangulamento, inabilidade operatória e quadro clínico obscuro. Por causa disso, todas as hérnias obturadoras devem ser tratadas cirurgicamente logo após o diagnóstico, pois a incidência de complicações e taxa de mortalidade são bastante altas.
O tratamento cirúrgico pode ser feito por via abdominal, crural e combinada. Como nos casos de hérnias perineais, a abordagem abdominal e a combinada são as melhores.
A via de abordagem abdominal deve ser a escolha de rotina. É obrigatória quando existir estrangulamento e houver necessidade de ressecção de segmentos intestinais necrosados. Por esta via há menor possibilidade de lesão acidental de vasos obturadores e, além disso, proporciona uma exposição mais ampla do anel obturador.
Emprega-se incisão mediana infra-umbilical. O forame obturador, se não contiver vísceras herniadas, pode ser facilmente visualizado e tocado; se contiver, a sua localização exige atenção e deve ser feita seguindo o trajeto das alças na região. Se uma tração delicada não for suficiente para reduzir as alças herniadas, procede-se à uma cuidadosa incisão na região ínfero-medial do forame (menor chance de lesão vásculo-nervosa).
Inverte-se o saco herniário pinçando-se a sua extremidade e faz-se a ligadura do saco na sua base, seccionando-se o excesso. O coto restante é suturado ao redor das margens da abertura obturadora, obstruindo-se assim o defeito que deu origem a hérnia. Há referências de só esse reforço seria insuficiente para se evitar a recidiva, logo deveria -se lançar mão do uso rotineiros de telas de Marlex®, dura-máter ou aponeuroses musculares.
A via combinada é indicada quando existe forte suspeita de gangrena e há dificuldade e riscos da sua redução, mesmo com a abertura do forame obturador. Deve ser também empregado nos casos de hérnias muito grandes.

Hérnia obturadora

Hérnia obturadora é um tipo de hérnia extremamente rara apesar de ser a mais frequente das hérnias pélvicas, onde há a protrusão de conteúdo intra-abdominal na raiz da coxa, através do buraco obturado.
É 6 vezes mais comum em mulheres, e incidem mais na 5ª  ou 6ª  décadas.
Dentro das causas destacam-se os seguintes fatores predisponentes, gestações, inclinação da pelve feminina, maior diâmetro do buraco obturador nas mulheres, idade, emagrecimento pronunciado.
As hérnias obturadoras tendem a ser pequenas e contém uma alça intestinal ou epíplon; sendo que em alguns casos pode haver herniação do cólon e da bexiga (como hérnias de deslizamento).
A sintomatologia, quando há, pode ser gastrointestinal ou relacionada à compressão do nervo obturador. Entre os sintomas gastrointestinais estão constipação, náuseas, vômitos, cólicas abdominais e outras, até que se instale o quadro de obstrução intestinal com todo o seu quadro característico. Quando a hérnia torna-se estrangulada surge dor crural, a qual aumenta diante da abdução e rotação da coxa para dentro.
A compressão do nervo obturador, que ocorre em 50% dos casos, gera o típico sinal de HowshipRomberg, que se manifesta por sensação dolorosa ou mesmo dor intensa no trajeto do nervo obturador, isto é, na face interna da coxa e ao redor do joelho. Essa dor faz com que o paciente mantenha a perna em semiflexão e abdução.
Por geralmente ser pequena, o diagnóstico é muito difícil, principalmente na ausência de complicações. Pode-se encontrar uma tumoração ao nível do triângulo de Scarpa. Existem manobras especiais que permitem a detecção de uma massa dolorosa e o toque retal ou vagina pode permitir a palpação do orifício herniário. 
Os principais diagnóstico diferenciais são a hérnias crural, adenite inguinal, psoíte, flebite e outras.

Hérnia epigástrica

Hérnias epigástricas são hérnias que ocorrem na região epigástrica, nas proximidades da linha xifo-umbilical.
A linha alba é mais larga acima do umbigo devido a divergência dos músculos retos abdominais e nesta área, não  exclusivamente, encontra-se perfurações para que ramos de nervos e vasos brotem para alcançar a pele.
Alguns deste orifícios, quando maiores, podem dar passagem à gordura extra-peritoneal, e assim a hérnia epigástrica.
As hérnias epigástricas são pouco frequentes, e existe ainda um grande número de casos não diagnosticados porque muitos paciente não procuram o médico pelo fato da hérnia ser pequena e assintomática. Quanto a faixa etária, só pode ser dito que são raras em crianças.
A maioria dos pacientes são totalmente assintomáticos e a hérnia  é um achado cirúrgico ocasional. Por outro lado, os pacientes que experimentam alguma sintomatologia manifestam quadro típico de obstrução intestinal.
O quadro de obstrução intestinal pode ser parcial ou total, e a sintomatologia predominante são náuseas, vômitos e dor abdominal difusa.
O diagnóstico clínico etiológico é praticamente impossível, visto a raridade destas afecções. O diagnóstico sindrômico de obstrução intestinal só terá a sua etiologia esclarecida na mesa de operação. O raio X simples ou contrastado de abdome mostrará no máximo a obstrução intestinal total ou parcial.

Tratamento cirúrgico na hérnia de disco lombar

O Tratamento cirúrgico na hérnia de disco lombar é aplicada em pacientes com hérnia de disco confirmada por imagem e ciática com sintomas persistindo por mais de 3 a 6 semanas, sendo a cirurgia superior ao tratamento não operatório com relação ao alívio dos sintomas e à melhora funcional.
A melhora clínica e funcional dos pacientes operados não resulta em  maior número de retorno desses pacientes ao trabalho, quando comparados ao grupo não operado.
Pacientes operados apresentam alívio mais rápido da dor radicular, no entanto, no decorrer de um ano de seguimento, os resultados clínicos e funcionais dos pacientes operados e não operados são semelhantes.
O índice de reoperação é de 6% com um ano de seguimento, 8% com 2 anos, 9% com 3 anos, e 10% com 4 anos. Aproximadamente 50% dessas operações são decorrentes da recidiva da hérnia discal lombar no mesmo nível operado.
Quando a dor ciática é provocada com o paciente sentado, existe benefício maior da cirurgia na comparação com o tratamento conservador. Naqueles em que a dor ciática não é provocada com o paciente sentado, o benefício da cirurgia em relação ao tratamento conservador não é notado.
A recuperação mais rápida dos pacientes operados até 6 semanas é vantagem econômica para a sociedade civil, quando comparada a dos pacientes em tratamento conservador prolongado. Deve-se ressaltar, entretanto, que o melhor tempo para a cirurgia ainda não está cientificamente bem definido.

Tratamento da Hérnia perineal

O tratamento por contenção mecânica não tem bons resultados e deve ser usado somente quando a vítimas não puder ser operada. O tratamento cirúrgico pode ser feito pela via abdominal, pela via perineal ou por uma combinação das duas.
A melhor abordagem é feita por via abdominal ou por via combinada. A incisão é  mediana infraumbilical e dependendo do tamanho há a necessidade de fazer um reforço com o próprio saco herniário vazio e dobrado sobre si mesmo, ou com telas de Marlex® ou dura-máter. A cirurgia usada no HCRP é abdôminoperineal com fechamento fascial. Saiba o que é Hérnia perineal e quais os seus sintomas e diagnóstico.

Sintomas e Diagnóstico Hérnia perineal

As hérnias que acometem o assoalho pélvico posterior são também chamadas de hérnias perianais.
As queixas mais comuns não são a dor propriamento dita, mas sim uma sensação de peso e queimação, associados ao abaulamento na região. A disúria é um sintoma muito comum quando a hé é um sintoma muito  comum quando a hérnia contém a  bexiga. As hérnias perineais posteriores podem ser mais dolorosas, principalmente ao sentar. Pelo seu grande tamanho e pelo local, as chances de complicações não são insignificantes, assim, diante do diagnóstico, essas hérnias devem ser tratadas imediatamente.
Todas as hérnias perineais possuem saco herniário, sendo o conteúdo a bexiga ou uma alça intestinal.
O diagnóstico diferencial é bastante importante, principalmente pela raridade deste tipo de hérnia e o seu grupo de incidência. No diagnóstico diferencial devem entrar abscessos, cistos, hematomas, lipomas, fibromas, prolapso de vagina, hérnias inguinal, e deve-se ter uma atenção toda especial para as hérnias isquiáticas e obturadoas. Saiba o que é Hérnia perineal e qual o seu tratamento.

Hérnia perineal

Hérnia perineal é a protrusão do conteúdo intra-abdominal no períneo, através do assoalho pélvico.
Estas hérnias podem ser genericamente divididas em um grupo anterior e um grupo posterior. Existem diversos tipos de hérnias dentro de cada um destes dois grupo, mas não nos aprofundaremos com estas diferenciações.
A abertura inferior da bacia é limitada anteriormente pelos ossos púbicos e isquiático, posteriormente pelos ligamentos sacro-isquiáticos e extremidade do cóccix e lateralmente pelas tuberosidades isquiáticas.
Essa abertura é fechada por um diafragma muscular formado pelos músculos elevadores do ânus e coccigianos. O reto, a uretra e a vagina passam através desse diafragma.
De cada lado, entre a margem póstero-lateral do elevador do ânus e a borda inferior do músculo coccígeo, há um ponto fraco por onde se exterioriza a maior parte das hérnias perineais posteriores. Essas hérnias podem emergir também através dos músculos elevadores do ânus, no interstício entre as partes ileococcigiana e pubococcigiana dese músculo.
As hérnias perineais anteriores atravessam o diafragma urogenital anteriormente aos músculos transversais do períneo. Esse tipo de hérnias ocorre principalmente na mulher, duvidando-se da sua possibilidade de existência no homem.
Dentro da etiopatogenia, os defeitos congênitos de fechamento das estruturas compreendem um fator predisponente de suma importância. Outros fatores também importantes são as infecções da região, múltiplos partos normais, e etc. (daí a maior freqüência deste tipo de hérnias nas mulheres). Outro fator predisponente muito importante é a idade avançada e a inatividade física por inúmeras razões.
O assoalho pélvico, em pacientes idosos ou acamados, pode permitir a formação de hérnias devido ao repouso prolongado, o que levaria à  hipotrofia muscular, propiciando espaços para o aparecimento das hérnias (caso haja o fator desencadeante).
As hérnias do assoalho pélvico são raras, e geralmente ocorrem em pessoas idosas após fratura do fêmur. Quando acontecem no assoalho pélvico anterior das mulheres geram as chamada hérnias labiais posteriores, para diferenciar das hérnias labiais anteriores, as quais são hérnias inguinais.
Como ocorrem nos grandes lábios, devem ser diferenciadas de cistos de Bartholin, outros tipo de hérnias, cistos, lipomas, fibromas, hematomas e outros. Conheça os sintomas e diagnóstico da hérnia perineal e qual o seu tratamento.

Hérnia lombar

A hérnia lombar podem ser congênita ou adquirida. A congênita é geralmente bilateral; e as adquiridas podem ser espontâneas ou traumáticas.
São hérnias que surgem mais freqüentemente em decorrência de politraumatismos (basicamente no trígono de Petit) ou cirurgias na região lombar (neste caso o termo eventração é melhor). As características das hérnias lombares são:
  • massa lombar que pode evoluir muito antes de gerar sintomatologia, a qual tende a ser sempre discreta.
  • quase que invariavelmente é redutível.
  • só 10% dos casos evolui com complicações (encarceramento/estrangulamento).
  • o saco herniário geralmente não coincide com o local do colo herniário.
Deve-se fazer diagnóstico diferencial com hematomas, tumores de tecidos moles, abscessos e músculos herniados na região dorsal.
A herniação pode ser verdadeira, quando o saco herniário compreende o peritônio e o conteúdo são alças intestinais; ou pode ser uma hérnia falsa, quando o conteúdo herniário é composto por tecidos etroperitoneais (gordura da peri-renal).
O tratamento de pequenas hérnias e assintomáticas pode ser dispensável, e o uso de faixas de contenção é dispensável e inútil. Nos casos de hérnias maiores e assintomáticas, desde que não haja contraindicações para cirurgia, o tratamento é cirúrgico através da ressecção do saco herniário (se houver) e reforço da parede lombar. Os casos maiores pode exigir a colocação de aponeuroses do grande dorsal ou de telas de dura-máter.

domingo, 2 de setembro de 2012

Tratamento da hérnia de disco cervical

O tratamento da hérnia discal cervical, na ausência de compressão medular, é clínico, sendo indicada a intervenção cirúrgica para pacientes que falharam ao tratamento clínico adequado por 2 a 3 meses ou que apresentam dor refratária e/ou disfunção neurológica progressiva. Indica-se discectomia anterior em hérnias centrais e ambas as opções (abordagem anterior e posterior) são válidas nas hérnias laterais.

Tratamento da hérnia de disco lombar

O tratamento primário da hérnia de disco lombar é conservador. A maioria dos pacientes tem seus sintomas aliviados com o tratamento conservador. Para aqueles que não obtêm alívio dos sintomas no período de 3 a 6 semanas, a melhora dos sintomas é mais rápida no tratamento cirúrgico que no convencional. Os casos que se manifestam por síndrome da causa equina, déficit neurológico intenso ou progressivo e os casos hiperálgicos, sem controle com tratamento conservador, devem ser considerados para a cirurgia.

Tratamento da hérnia de disco

De modo geral, o tratamento da hérnia de disco (com algumas exceções) é dito conservador (isto é, sem cirurgia), baseando-se no uso de medicações analgésicas, anti-inflamatórias e relaxantes musculares.
Medicações analgésicas servem para aliviar a dor. Medicações anti-inflamatórias, como o próprio nome diz, reduzem a inflamação que ocorre com a hérnia de disco, diminuindo assim a dor e auxiliando na recuperação. Relaxantes musculares reduzem a contração do músculo, deixando-o mais solto e assim diminuindo a dor.
Terá de consultar o seu médico para saber se sua hérnia precisa ser operada ou não.

Sintomas de hérnia de disco

A hérnia de disco na região lombar pode causar uma dor contínua na parte baixa da coluna, que piora com a movimentação e pode piorar quando a pessoa se senta ou se levanta de uma cadeira. Normalmente existe alívio da dor na posição deitada. Também pode ocorrer irradiação da dor para uma ou para as duas pernas. Associadamente pode haver sensação de formigamento, dormência e fraqueza na perna.
Frequentemente ocorrem períodos de piora da dor (crise de dor), quando a dor se torna lancinante, como se fosse uma fisgada de anzol na pele e mesmo pequenos movimentos causam muita dor, obrigando o paciente a ficar deitado e faltar ao trabalho.
Cada tipo de hérnia e dependendo de que nível da coluna em que ocorre a hérnia, podem existir sintomas mais específicos, por exemplo, dor nas nádegas, irradiação da dor para a planta do pé, tornozelo e dedão do pé. Consulte seu médico!

Causas da hérnia de disco

Existem múltiplos fatores que podem motivar uma hérnia de disco, destacando-se como mais importantes, os fatores genéticos (isto é, você já nasce  com a predisposição para ter hérnia de disco), trabalho físico pesado, postura de trabalho estática, inclinar e girar o tronco frequentemente, levantar objetos pesados do chão, empurrar e puxar pesos, trabalho repetitivo, exposição a vibrações (como dirigir um veículo pesado por muitas por muitos anos).

Hérnia de disco lombar

Estudos epidemiológicos demostraram que 80% das pessoas apresentarão alguma queixa relacionada à coluna lombar em algum momento da vida. A história natural é a resolução da sintomatologia na grande maioria dos pacientes. Cerca de 2% destes indivíduos evoluem com ciatalgia, em razão de transtorno degenerativo do disco intervertebral. Caracteristicamente, este processo ocorre no homem ou na mulher - sem diferenças entre sexos - em torno de 35 anos de idade. A base anatomopatológica da degeneração do disco intervertebral envolve a diminuição da porcentagem de água, proteoglicanos, e da resistência do ânulo fibroso e do núcleo pulposo. O rompimento do ânulo fibroso leva à formação da hérnia lombar, que pode ser contida, não contida, extrusa subligamentar ou transligamentar e sequestrada. O processo inflamatório e o fragmento do disco intervertebral adjacente à raiz nervosa lombar resultam em lombociatalgia, que piora ao sentar ou após tosse, distribuída pelo dermátomo correspondente ao nervo espinal, sinal de Laseguè presente, ou após a elevação da perna estendida, e, em alguns casos, com paresia ou plegia do músculo correspondente ao nervo espinal do nível neurológico comprometido.