Informação sobre hérnia, causas, sintomas e tratamento da hérnia do disco lombar, inguinal, perineal, epigástica, obturadora umbilical e outras,, identificando o seu diagnóstico, com dicas que permitam a cada pessoa promover a sua prevenção.


Mostrando postagens com marcador disco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador disco. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Tratamento cirúrgico na hérnia de disco lombar

O Tratamento cirúrgico na hérnia de disco lombar é aplicada em pacientes com hérnia de disco confirmada por imagem e ciática com sintomas persistindo por mais de 3 a 6 semanas, sendo a cirurgia superior ao tratamento não operatório com relação ao alívio dos sintomas e à melhora funcional.
A melhora clínica e funcional dos pacientes operados não resulta em  maior número de retorno desses pacientes ao trabalho, quando comparados ao grupo não operado.
Pacientes operados apresentam alívio mais rápido da dor radicular, no entanto, no decorrer de um ano de seguimento, os resultados clínicos e funcionais dos pacientes operados e não operados são semelhantes.
O índice de reoperação é de 6% com um ano de seguimento, 8% com 2 anos, 9% com 3 anos, e 10% com 4 anos. Aproximadamente 50% dessas operações são decorrentes da recidiva da hérnia discal lombar no mesmo nível operado.
Quando a dor ciática é provocada com o paciente sentado, existe benefício maior da cirurgia na comparação com o tratamento conservador. Naqueles em que a dor ciática não é provocada com o paciente sentado, o benefício da cirurgia em relação ao tratamento conservador não é notado.
A recuperação mais rápida dos pacientes operados até 6 semanas é vantagem econômica para a sociedade civil, quando comparada a dos pacientes em tratamento conservador prolongado. Deve-se ressaltar, entretanto, que o melhor tempo para a cirurgia ainda não está cientificamente bem definido.

domingo, 2 de setembro de 2012

Tratamento da hérnia de disco cervical

O tratamento da hérnia discal cervical, na ausência de compressão medular, é clínico, sendo indicada a intervenção cirúrgica para pacientes que falharam ao tratamento clínico adequado por 2 a 3 meses ou que apresentam dor refratária e/ou disfunção neurológica progressiva. Indica-se discectomia anterior em hérnias centrais e ambas as opções (abordagem anterior e posterior) são válidas nas hérnias laterais.

Tratamento da hérnia de disco lombar

O tratamento primário da hérnia de disco lombar é conservador. A maioria dos pacientes tem seus sintomas aliviados com o tratamento conservador. Para aqueles que não obtêm alívio dos sintomas no período de 3 a 6 semanas, a melhora dos sintomas é mais rápida no tratamento cirúrgico que no convencional. Os casos que se manifestam por síndrome da causa equina, déficit neurológico intenso ou progressivo e os casos hiperálgicos, sem controle com tratamento conservador, devem ser considerados para a cirurgia.

Tratamento da hérnia de disco

De modo geral, o tratamento da hérnia de disco (com algumas exceções) é dito conservador (isto é, sem cirurgia), baseando-se no uso de medicações analgésicas, anti-inflamatórias e relaxantes musculares.
Medicações analgésicas servem para aliviar a dor. Medicações anti-inflamatórias, como o próprio nome diz, reduzem a inflamação que ocorre com a hérnia de disco, diminuindo assim a dor e auxiliando na recuperação. Relaxantes musculares reduzem a contração do músculo, deixando-o mais solto e assim diminuindo a dor.
Terá de consultar o seu médico para saber se sua hérnia precisa ser operada ou não.

Causas da hérnia de disco

Existem múltiplos fatores que podem motivar uma hérnia de disco, destacando-se como mais importantes, os fatores genéticos (isto é, você já nasce  com a predisposição para ter hérnia de disco), trabalho físico pesado, postura de trabalho estática, inclinar e girar o tronco frequentemente, levantar objetos pesados do chão, empurrar e puxar pesos, trabalho repetitivo, exposição a vibrações (como dirigir um veículo pesado por muitas por muitos anos).

Hérnia de disco lombar

Estudos epidemiológicos demostraram que 80% das pessoas apresentarão alguma queixa relacionada à coluna lombar em algum momento da vida. A história natural é a resolução da sintomatologia na grande maioria dos pacientes. Cerca de 2% destes indivíduos evoluem com ciatalgia, em razão de transtorno degenerativo do disco intervertebral. Caracteristicamente, este processo ocorre no homem ou na mulher - sem diferenças entre sexos - em torno de 35 anos de idade. A base anatomopatológica da degeneração do disco intervertebral envolve a diminuição da porcentagem de água, proteoglicanos, e da resistência do ânulo fibroso e do núcleo pulposo. O rompimento do ânulo fibroso leva à formação da hérnia lombar, que pode ser contida, não contida, extrusa subligamentar ou transligamentar e sequestrada. O processo inflamatório e o fragmento do disco intervertebral adjacente à raiz nervosa lombar resultam em lombociatalgia, que piora ao sentar ou após tosse, distribuída pelo dermátomo correspondente ao nervo espinal, sinal de Laseguè presente, ou após a elevação da perna estendida, e, em alguns casos, com paresia ou plegia do músculo correspondente ao nervo espinal do nível neurológico comprometido.

Hérnia de disco

A hérnia de disco é um processo em que ocorre a ruptura do anel fibroso, com subsequente deslocamento da massa central do disco nos espaços intervertebrais. É considerada uma patologia extremamente comum, que causa séria inabilidade em seus portadores. Estima-se que 2 a 3 % da população sejam acometidos desse processo, cuja prevalência é de 4,8% em homens e 2,5% em mulheres, acima de 35 anos. São fatores de risco, causas ambientais, posturais, desequilíbrios musculares e possivelmente, a influência genética. A terapia conservadora tem sido a preferida como a primeira escolha de tratamento, cujos objetivos são o alívio da dor, o aumento da capacidade funcional e o retardamento da progressão da doença